"Para adquirir consciência deve-se direcionar seu pensamento com Inteligência, isto é, embasar-se em valores, senão insofismáveis, no mínimo, racionais; e para adquirir a vontade deve-se imaginar com esta mesma consciência, isto é, no mínimo, embasando-se em seus sentimentos." (Jair Tércio)
"Quanto maior é a consciência maior é a possibilidade
de contato com a nossa essência." (Jair Tércio)
"A consciência é a prova cabal de que a chave para vencer a nós mesmos é a mesma para vencer o mundo." (Jair Tércio)
No dia 22 de fevereiro a Profa. Maribel Barreto ministrará o workshop intitulado "Consciência: um caminho para a Divinização" no congresso Religion and Spirituality in Society, em Vancouver, Canadá.
Confira o novo livro de Maribel Barreto na seção Livros!
Todos os direitos reservados a Maribel Barreto
Destacam-se as seguintes ações sociais realizadas por Maribel:
• Trabalho educativo aos sábados em prol do desenvolvimento integral de crianças e pré-adolescentes (3 a 11 anos) das seguintes comunidades:
Comunidades carentes de Paripe
Roça da Sabina – Ondina
Calabar – Ondina
Baixa do dendê – Itapuã
• Palestra: Valorização do deficiente anônimo – Fundação Lar Vida
• GACC – Grupo de Apoio à Criança com Câncer
• NACPC – Núcleo de apoio a crianças com paralisia cerebral
• Criação das disciplinas: Iniciação à Consciência para Educação Infantil e Ensino Fundamental, Consciência para Ensino Médio, e Conscienciologia para o Ensino Superior.
• Realização de palestras gratuitas para escolas da rede municipal e colégios estaduais de Salvador, a ex: Pedro Calmon, Rafael Serravale, ICEIA.
• Coordenadora da Coordenação de Ciências Humanas da Fundação OCIDEMNTE com oferta gratuita de cursos para educadores:
Educação e Vida
Desenvolvimento físico, psíquico e moral/espiritual do educando
Sensibilização para educadores
Ensaios sobre Consciência
Ensaios sobre Inteligência
Ensaios sobre o Lúdico
Investigando a Consciência segundo Maribel Barreto
Investigando a Inteligência segundo Howard Gardner
Investigando a Ludicidade segundo Rosemary Ramos
Pós-doutora em Consciência, Transdisciplinaridade e Educação (Universidade Católica de Brasília/Brasil, 2009). Pós-doutora em Criatividade e Educação (Universidade de Brasília/UNB/Brasil, 2006). Doutora em educação (Universidade Federal da Bahia/Brasil, 2004). Mestre em educação. Especialista em Psicopedagogia. Graduada em Pedagogia. Título de Doutora Honoris Causa de Iberoamerica (CIHCE, 2007). Consultora em Ciências da Educação. Pesquisadora da temática Consciência há 16 anos. Coordenadora do Mestrado em Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social da Fundação Visconde de Cairu. Líder do Núcleo de Investigações Avançadas da Consciência (DGP/CNPQ). Avaliadora Institucional do Ministério de Educação e Cultura/Brasil. Experiência como educadora de diversas organizações governamentais, particulares e do terceiro setor. Experiência internacional como palestrante nos seguintes países: Portugal, Panamá, Estados Unidos (Califórnia e Massachusetts), Costa Rica e Peru. Autora dos livros O papel da consciência em face dos desafios atuais da educação (2005), Teoria e prática de uma educação integral (2006), Ensaios sobre Criatividade vol.I (2007), Ensaios sobre Criatividade vol.II (2008), Os Ditames da Consciência (2009), Ensaios sobre Consciência vol.I (2010), além de autora de diversos artigos científicos sobre a temática Consciência.
PREFÁCIO
A reflexão sobre a construção e/ou o despertar da consciência acompanha a trajetória da história da existência do ser humano desde os seus primórdios. No ocidente, alguns filósofos antes e depois de Sócrates deixaram registrados, nos seus escritos, profundas abordagens a respeito da importância e da necessidade do ser humano construir e expandir um estado de consciência a serviço do cuidado com a Vida. Heráclito, por exemplo, considerava que a todos os homens é permitido o conhecimento de si mesmos.
Através da apropriação do direito à vivência do conhece-te a ti mesmo, Sócrates demonstrou, com a sua vida e a sua morte, que o indivíduo tem a capacidade e o direito de construir a potencialidade da consciência humana. Na sua obra filosófica, Plotino consolidou a sua compreensão de que o caminho que o indivíduo desvenda/inaugura/percorre em direção ao seu próprio eu interior é o caminho da consciência, que abre os portais por onde os deuses se manifestam na autoconsciência humana. Foi o reconhecimento da espacialidade da sua vida interior, juntamente com a ativação do seu olho interior, vislumbrado por Plotino, que levou Santo Agostinho a assumir a necessidade de entrar em si mesmo para assumir a responsabilidade pela construção da sua autoconsciência.
Nicolau de Cusa, educador-filósofo precursor das idéias que fundamentaram a perspectiva de Copérnico sobre o heliocentrismo, percebeu, no seu processo de autoconhecer-se, a sua douta ignorância. A partir do mergulho no reconhecimento da sua ignorância ontológica, além de confessar a impotência da razão, ele evidenciou que todo ser humano precisa compreender, no movimento de construção da autoconsciência, os limites de sua capacidade de conhecimento (ou os princípios da sua ignorância) e apropriar-se da liberdade do reconhecimento socrático só sei que nada sei.
O filósofo educador Baruch de Espinosa também reconheceu e anunciou a necessidade do despertar da consciência do ser humano, pois verificou que quanto mais o espírito se conheça, melhor compreenderá suas próprias forças e a ordem da natureza, quanto mais compreenda suas forças ou poder, mais apto será para se dirigir a si mesmo e para conhecer a existência humana.
Apesar de os estudos sobre a consciência humana não serem recentes, a história evidencia que, no século XX, o surgimento das várias abordagens da psicologia e da pedagogia - juntamente com a perspectiva filosófica fenomenológico-existencialista, os postulados científicos-ontológicos da física quântica, da teoria da relatividade, da ordem implícita, das neurociências, da biologia molecular revelam a urgente necessidade da construção de uma educação para o desenvolvimento integral do ser humano, fundamentada no estudo da consciência e direcionada para a descoberta-ativação de diferentes possibilidades da consciência do educando e do educador na vivência da arte de aprender ou da arte de autoconhecer-se.
Em consonância com vários filósofos e educadores da antiguidade, da modernidade, da pós-modernidade e da atualidade, a educadora Maribel Barreto também compreende que a consciência é um fenômeno que se processa no interior do homem. No seu livro O Papel da Consciência em Face dos Desafios Atuais da Educação, ela apresenta algumas reflexões sobre a temática da consciência na educação. Na escrita dos seus capítulos, ela assume a sua intenção de ouvir e atender a um apelo contemporâneo por uma educação integral, transcendendo a visão dual entre ciência e religião, a partir do estudo da consciência.
No seu diálogo com Aidda Pustilnik, Stanislav Grof e, especialmente, com Ken Wilber, a autora, além de ressaltar que a consciência deve ser entendida como a totalidade da experiência humana, evidencia a possibilidade da configuração de uma concepção integral do ser humano alicerçada no estudo da consciência. Fundamentada na sua compreensão de que a consciência é uma das propriedades mais significativas da matéria em hominização e uma das mais importantes faculdades inatas capitais do ser humano, ela sustenta que a educação tem por finalidade auxiliar os educandos no processo de desenvolvimento dos estados de consciência, assim como das suas relações com a realidade e os valores existenciais. Na sua perspectiva, a educação deve ajudar no direcionamento da auto-integração do ser humano, pois compreende que todo projeto educativo responsável precisa integrar e não afastar o ser humano de si mesmo.
Considero que a publicação deste livro, juntamente com a ação educativa e as pesquisas desenvolvidas por Maribel Barreto, representam uma valiosa contribuição para o aprofundamento dos estudos e das práticas educativas direcionadas para a construção de uma ação pedagógica a serviço da ética do cuidado amoroso com a Vida Abundante, também manifesta na existência dos seres humanos.
No seu conteúdo, a autora convida cada leitor a mergulhar no porquê da sua compreensão do fato de que é chegada a hora de tratarmos da consciência na prática pedagógica. Unindo a sua práxis educativa com o seu diálogo com Ken Wilber e a construção discursiva da sua escrita a respeito da temática da consciência na educação, ela apresenta profundas reflexões sobre a possibilidade da construção de uma genuína ação educativa que contemple a integração das dimensões do ser humano como um todo. Na sua compreensão, a visão integral do ser humano deve sustentar uma educação integral em que façam presentes tanto a significação do subjetivo quanto do objetivo, do individual e do coletivo, do empírico externo, do interno e do espiritual unitivo. Para tanto, propõe não apenas o estudo da consciência no ensino formal, através de diversas práticas pedagógicas, como também a criação de um Núcleo de Investigações avançadas da consciência em todas as modalidades de ensino. Além disso, sugere o desenvolvimento de uma educação integral alicerçada no estudo da consciência através da criação das disciplinas: Iniciação à Consciência no âmbito da Educação infantil e do ensino fundamental, Consciência no âmbito do ensino médio e Conscienciologia no âmbito do Ensino Superior.
Noemi Salgado
Já não é sem tempo que iniciamos a abrir um lugar em nossos espaços acadêmicos para estudos sobre educação com base em compreensões da Filosofia Perene, das Metodologias Transdisciplinares e Holísticas, assim como dos Olhares Denominados de Místicos, que nada mais são que modos de ver e viver com um estado ampliado de consciência. Em minhas atividades de professor e orientador de estudos e pesquisas na Pós-Graduação, dentro do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, tenho procurado abrir espaços para aqueles estudantes que se sentem chamados para esses focos de estudos.
Maribel Oliveira Barreto foi uma dessas orientandas que teve sua atenção e seu coração atraídos por um desses
temas e dedicou-se ao estudo das compreensões emergentes dos discursos e das condutas do Avatar Sri Sathya Sai Baba, homem santo, que vive no sul da Índia, promovendo atos de caráter religioso, num amplo sentido de síntese de vários segmentos religiosos do passado e do presente, assim como praticando e constituindo serviços sociais e educativos a favor não só dos indianos, mas dos povos do mundo.
Hoje, o nome de Sai Baba correu e corre pelo mundo, atraindo milhares de pessoas que viajam para Punta-Parti, Sul da Índia, onde reside, tendo em vista receber e partilhar do seu saber e de sua santidade. Ao lado de milhares e milhares de outros que nunca se sentiram atraídos para dirigir-se até o Ashram de Sai Baba, mas que se sentiram convidados a aproximar-se de sua doutrina, assim como pelas suas orientações para os diversos campos da vida e para a educação.
O texto que ora se publica, cujo titulo é Teoria e Prática de uma Educação Integral, nasceu da tese de Doutoramento de Maribel Barreto, no nosso Programa de Pós-Graduação em Educação, FACED/UFBA, sob o título Sai Baba - Teoria e Prática de uma Educação Integral, defendida publicamente em 21 de junho de 2004.
Tendo em vista oferecer ao leitor uma base filosófica que segue na mesma direção da doutrina de vida e da doutrina pedagógica de Sathya Sai Baba, deixando claro que a visão integral não é propriedade de místicos e religiosos, a autora da presente publicação expõe, inicialmente, as perspectivas do pensamento filosófico de Ken Wilber, pesquisador norteamericano da Psicologia Transpessoal, que, pessoalmente, eu preferia dizer que ele é um pesquisador da Filosofia Transpessoal, que sente a necessidade, em seus estudos, de não deixar de fora os aspectos psicológicos constitutivos do ser humano, nesta experiência de vida, da mesma forma que não deixa de fora contribuições da história, da antropologia, da física quântica, entre outras áreas de estudos. Ou seja, propor uma visão integral do ser humano é também uma tarefa de filósofos e pesquisadores de variadas ciências contemporâneas.
Nesse sentido, foi importante Maribel Barreto trazer para dentro de sua obra o pensamento de Wilber. Todavia,
vale a pena ressaltar que, para tratar das proposições pedagógicas emergentes da doutrina de Sathya Sai Baba,
não se fazia (nem se faz) estritamente necessária qualquer incursão por outro pensamento a não ser o do próprio místico indiano. Assim sendo, se o leitor o desejar, poderá introduzir-se no pensamento de Wilber, que é bastante interessante, a meu ver, ou poderá, não se dedicando a ele, ir diretamente para os capítulos que tratam da doutrina e das ações sociais e educativas de Sai Baba, expostas no texto que ora se publica. Considero o texto bastante abrangente e ilustrativo da compreensão de uma proposta de educação integral do ser humano, tendo como fonte a Educação em Valores Humanos, como vem sendo denominada a doutrina educativa emergente de Sai Baba.
O texto de Maribel Barreto é simples, direto e consistente sobre o tema que se propõe a abordar e o leitor encontrará nele uma boa configuração do pensamento e da prática educativa, emergente das atividades do mestre da síntese entre as grandes religiões, assim como entre as grandes filosofias da humanidade, cujo nome sagrado é Sri Sathya Sai Baba. Sai Baba se define como aquele que produz uma síntese de tradições sagradas e filosóficas, por isso, em seu emblema, traz os símbolos do judaísmo, cristianismo, budismo, maometanismo, dadaísmo.
Acredito que o estudo de Maribel Barreto pode encorajar outros pesquisadores a empreenderem estudos
semelhantes, paralelos e afins, vagarosamente, superando preconceitos que temos com as fontes de conhecimento, que têm como centro a visão e a vivência mística.
Enquanto cada um desses pesquisadores não se manifesta, podemos ir nos deliciando com os estudos de
Maribel e de outros assemelhados, abrindo espaços em nossas mentes e corações para as múltiplas possibilidades de compreender e agir na vida, na busca sempre de um modo mais amplo e pleno de viver, consigo mesmo, com o outro, com o meio ambiente e com o sagrado, uma dimensão um tanto fora de moda no momento presente, acredito eu, devido à confusão ou superposição das experiências do sagrado como se fossem experiências religiosas. Estas últimas podem ser e usualmente são confessionais, mas, as primeiras, não necessariamente, são confessionais. As experiências do sagrado pertencem às manifestações existenciais dos povos.
Carl Gustav Jung realizou profundos e longos estudos sobre isso, não compreendendo as experiências do sagrado como experiências confessionais, mas sim como experiências profundas do ser humano.
Parabéns, Maribel, e bons proveitos a todos os leitores que vierem a ter este livro nas mãos. Desejamos que sejam
muitos.
Cipriano Carlos Luckesi
Fazer o prefácio de um livro é uma atividade muito prazerosa, porém muito difícil, já que, queiramos ou não, de alguma forma, sempre implica em um processo avaliativo da obra e indiretamente do trabalho do autor.
Li Ensaios da Criatividade com verdadeiro interesse tanto pelos assuntos que trata quanto por apreciar o resultado do trabalho de uma pessoa jovem, cheia de energia e de ideias, que constitui, ela mesma, uma expressão do tema do qual o livro trata: a criatividade.
Em linguagem clara e acessível, mas não por isso carente de rigor científico, a autora transita por diversos temas, conceitos e autores até chegar a um ponto que considero merecer especial destaque: a criatividade no ensino superior e, especificamente, nos cursos de pós-graduação stricto sensu.
A produção científica sobre os processos de criatividade nos Programas de Pós-Graduação stricto sensu é escassa, o que valoriza o interesse e o trabalho científico-acadêmico que vem desenvolvendo a autora nessa direção. Como parte desse trabalho, destaca-se a pesquisa descrita no livro sobre as possibilidades criativas para o trabalho pedagógico de professores de um programa de pós-graduação stricto sensu assim como seus desdobramentos para o delineamento do processo de profissionalização continuada. Uma pesquisa que, longe de ficar apenas no nível descritivo do fenômeno em foco, tenta compreendê-lo em sua complexidade constitutiva, uma vez que se converte em ponto de partida para o delineamento de ações intencionais direcionadas a promover o desenvolvimento da criatividade no trabalho pedagógico realizado no Programa, a partir de interessantes possibilidades de incorporação da dimensão criativa e inovadora
A fundamentação da necessidade de se atingir maiores níveis de criatividade na formação dos mestres e doutores tem sido um dos temas que trato no trabalho A Aprendizagem na Pós-Graduação: um Estudo Exploratório. Tendo em conta o papel dos mestres e doutores no desenvolvimento da pesquisa científica e muito especialmente o lugar que ocupam na docência nos níveis mais avançados de ensino, faz-se evidente a necessidade de mudanças significativas em sua formação que contribuam para os câmbios almejados na situação educacional do país. Para isto, a qualidade e a criatividade do trabalho dos docentes da pós-graduação, não apenas em sua condição de professores, mas também em sua condição de orientadores acadêmicos, torna-se imprescindível como o livro Ensaios sobre Criatividade aponta.
Também a obra sinaliza para elementos estruturais e subjetivos que limitam, mesmo que não necessariamente impeçam, as possibilidades de um trabalho docente muito mais coletivo e criativo por parte dos docentes dos programas de pós-graduação, entre eles algumas das exigências dos órgãos reguladores da pós-graduação no Brasil, orientadas mais por aspectos burocráticos e concepções quantitativas que pelo interesse real de promover a qualidade da produção científica e do trabalho pedagógico dos docentes.
Com um tom moderado, crítico e criativo, o livro aborda questões de indiscutível atualidade para todos os interessados no campo da criatividade e da educação. A paixão da autora por estes temas nos regala um livro que promove a reflexão e estimula a ação criativa e inovadora que a educação brasileira demanda.
Albertina Mitjáns Martínez
Este livro constitui, como seu próprio nome indica, um ensaio sobre o tema da criatividade. Nele a autora expressa com veemência suas posições e reflexões pessoais sobre esse importante processo e especialmente sobre seu
lugar na Educação.
Fui gratamente surpreendida pelo conjunto de idéias, algumas inclusive contraditórias, que se articulam, se combinam e se repetem ao longo do texto mostrando as convicções da autora sobre o tema assim como sua especial sensibilidade pelo desenvolvimento humano. Não estamos perante um livro de corte científico, estamos especialmente perante um chamado a colocar a criatividade no centro das nossas reflexões e das nossas ações, em realidade, no centro da vida. E isso tem uma importância particular pelo que significa para o desenvolvimento e para o bem estar humanos. A autora, na articulação das suas idéias, se apóia em diferentes autores (Goswami, Jung, Mitjáns Martínez, Morais, Ostrower, entre outros) que tem em comum uma concepção ampla da criatividade, concepção que se vai abrindo espaço, não sem percalços , na produção científica sobre o tema. A universalidade
da criatividade, seu caráter abrangente, multifacetado e onipresente é uma das idéias que, com força, aparece reforçada nos diferentes capítulos que integram a obra merecendo a atenção do leitor.
A criatividade e concebida pela autora como uma Lei natural , idéia que aponta, essencialmente, a sua presencia em todas as facetas do real assim como nas mais diversas expressões humanas . Assim a autora se centra em um dos diversos pólos de analise: a universalidade do processo. O outro pólo do continum - a forma singular em que aparece e inclusive, sua ausência em muitas condições, fica aberta para a reflexão do leitor.
Outra idéia central do livro é a significação que a autora lhe confere à criatividade no processo educativo. Sabe-se que o lugar da criatividade na educação tem sido tema de inumeráveis debates assim como de muitas produções, tanto científicas quanto artísticas. Em relação a isto a autora, com garra, defende o que denomina uma educação criativista que implique uma nova relação educador-educando e muito especialmente, um novo significado para a educação que rompa com velhas formas der ensinar , desvelando um novo fazer pedagógico. Neste sentido a autora compartilha a idéia, já exposta por diversos autores, de uma educação centrada no individuo como um todo, com foco no seu desenvolvimento , porém ela a trata com um nuance especial: a formação do individuo no para repetir , para copiar, mas para , buscar , para achar , para criar. Assim o foco da educação criativista seria o desenvolvimento no educando de uma atitude criativa em todas as esferas de sua vida, cultivando-se a espiritualidade, e o autoconhecimento. O conhecimento, centro da educação até hoje não ocuparia o lugar central, mesmo que importante , cederia espaço para o autoconhecimento e para o desenvolvimento.
O texto também chama os educadores a novas formas de autoconhecimento e ação para poder desenvolver uma educação de novo tipo. A autora advoga pela intencionalidade de uma ação educativa centrada no desenvolvimento da criatividade, que não se vislumbra possível sem a criatividade do próprio educador e de suas possibilidades de estabelecer um novo diálogo com seus educandos: o dialogo criativo.
As reflexões da autora sobre o que considera a educação criativista reforça, desde meu ponto de vista, um conjunto de idéias importantes tratadas também por outros autores, com importantes implicações , não apenas para repensar o trabalho pedagógico, porém também para repensar o processo de formação de educadores.
A obra contem muitas idéias que poder ser polêmicas, incluso pode não se concordar com elas , porém como ensaio reflexivo feito com propriedade e paixão cumpre de forma significativa sua função : fazer refletir, fazer meditar , fazer sentir e o que é mais importante , fazer criar . Criar formas alternativas de considerar as idéias que a própria autora apresenta, criar ideais próprias sobre o tema, criar outras formas de atuar no cotidiano .... .Sendo um livro que constitui um canto à criatividade não poderia ser de outra forma.
...
Fechar Compra
Ensaios_sobre_Criatividade_volII.pdf
O_Papel_da_Consciência.pdf
Os_Ditames_da_Consciência.pdf
Teoria_e_Prática.pdf
Fundada em 2009, na cidade do Salvador Ba, pelas Professoras Carmem de Britto Bahia, Maribel Oliveira Barreto e Rosemary Lacerda Ramos, a Consultoria em Ciências da Educação é uma sociedade civil, tendo como objetivo fundamental consolidar a sua posição como referência local e nacional em desenvolvimento de Programas e Projetos, nos campos de Ensino, Pesquisa e/ou Extensão em Ciências da Educação.
Sua idealização tem início a partir das reflexões das Educadoras sobre o momento atual em que vivemos e o papel da Educação enquanto possibilidade transformadora da realidade. Partem do princípio de que é possível realizar, o quanto racionalmente justificado, a unidade de pensamento entre o conhecimento religioso, filosófico e científico.
Com a larga experiência de suas fundadoras nos mais diversos níveis e modalidades de Educação, como docentes e gestoras, se estabelece como campo de atuação da Consultoria a Educação Básica, o Ensino Superior e a Educação Não-Escolar e, como forma de atuação se propõe, em função das necessidades de seus clientes, à construção de Programas e Projetos, Execução e/ou Acompanhamento dos mesmos.
Serviços Educacionais na Educação Básica, Superior e Organizações Não Escolares, orientados à consolidação do marco para a Educação Integral, nos âmbitos regional, nacional e internacional.
Objetivo Geral:
•Projetar, Executar e Acompanhar propostas educativas em prol da construção do Marco para a Educação Integral
Objetivos específicos:
•Consolidar parcerias com as principais instituições regionais, nacionais e internacionais, no mínimo afins;
•Desenvolver programas e projetos de ensino, pesquisa e extensão utilizando-se dos conhecimentos religiosos, filosóficos e/ou científicos.
•Promover o maior aprimoramento pessoal, profissional e espiritual de educadores.
•Incorporar novidades no campo da Educação Integral, realizando estudos, projetos e construções de natureza aplicada.
•Formar profissionais comprovadamente capacitados.
•Oferecer material didático de qualidade reconhecida internacionalmente.
•Buscar deixar claro, em suas atividades, a possibilidade da Humanidade empreender quanto à evolução voluntária e consciente.
Justitificativa:
QUAL O REAL PAPEL DA EDUCAÇÃO FACE AO PRESENTE CONFLITO MUNDIAL ?
Neste início de milênio notadamente um conjunto de transformações de diferentes naturezas evidenciam, factualmente, a passagem para um novo ciclo.
Ao viajarmos pelo mundo, podemos notar, tanto no oriente, quanto no ocidente, seja no hemisfério norte ou no hemisfério sul, enfim em todo orbe, que estamos como que fabricando, através inclusive das ações da educação, ou melhor, das Ciências da Educação, um padrão de SERES HUMANOS ESTÉREIS, ESTÁTICOS E DESINTEGRADOS e, quando não raro, de ações caducentes. Seres humanos cujo principal interesse, até prova em contrário, é nada mais nada menos, que a busca incessante tão somente, à SATISFAÇÃO, à SEGURANÇA e ao PRAZER.
Basta honestamente intentar observar o planeta, a sociedade e a humanidade para constatar o estado de confusão demonstrado, factualmente ,pelo CONFLITO que na atualidade tanto os assola, não só individual ou socialmente, mas sim globalmente, principalmente, caracterizado pela CORRUPÇÃO, VIOLÊNCIA e VOLÚPIA em graus exageradamente alarmantes e parecedores sem fim e sem precedentes; porquanto é notório o fato de que o ser humano sequer tem sido educado senão para buscar viver deleitavelmente, com base na busca do status, da reputação, da posição social etc, esquecendo-se de sua função; enfim, vive com, senão nenhuma, o mínimo de reflexão possível; inclusive acerca de questões que muito importam para o seu viver, tais como:
QUAL O PRINCÍPIO CRIADOR ?
QUAL A FINALIDADE DA VIDA ?
QUAL A RAZÃO DE NOSSA EXISTÊNCIA ?
Para que, como exemplo, possa lhe auxiliar acerca da compreensão de outras questões à saber:
QUEM SOMOS ?
DE ONDE VIEMOS ?
PARA ONDE VAMOS ?
Entendemos, e até então o demonstramos, que basta somente instruir, graduar, pós-graduar e/ou especializar o ser humano circunscritamente, fazendo-o coligir e correlacionar fatos, datas, nomes e técnicas, que o estamos educando. Fizemos de medidas, de cálculos e de domínio, bem como informações, instruções, técnicas, notas, testes e diplomas, critérios básicos de Educação; com isso demonstramos, factualmente, que sequer compreendemos ainda a diferença entre sabedoria e ignorância, porquanto o ignorante não é o não instruído, mas sim, o que não se autoconhece, afinal ainda que o conhecimento identifique o ser humano com as Leis Universais, o único conhecimento que o ser humano decididamente não pode, não deve, tão pouco necessita desprezar é: O DE SI MESMO, porquanto nenhuma verdade pode ficar eternamente ocultada, principalmente: A DE NÓS MESMOS, enfim a verdade sempre prevalece.
Está claro que atualmente os que colonizam nações e fazem guerras, bem como os que criam técnicas e teorias, não raro falsas, são, por muitos, ditos e, pela maioria, tidos, como educados, estes que aprenderam, inclusive, através das Ciências da Educação e de suas técnicas, por exemplo: quebrar o núcleo atômico, bem como vencer a dita força de atração do planeta para viajarem espaço afora, inclusive extra-planetariamente, dizendo-se desejosos de conhecer O Universo e vencê-lo esquecendo-se de conhecer e vencer o que lhe é e está mais próximo, porquanto aquele que deseja conhecer o Universo, deve primeiro conhecer e vencer, à si mesmo, afinal o ser humano é a medida de todas as coisas. Tudo isso, lamentavelmente, produto também da instalada Educação, bom que se rediga.
Não é demais repetir que a sociedade deve ter por fim o Ser Humano; dá-lhe não só o senso de integração e libertação mas, também, o impulso para tal, deve ser a sua honesta intenção. Através inclusive da Educação, a sociedade, tem como fim INTEGRAR O SER HUMANO. Mantê-lo e/ou torná-lo livre e sensível para enfrentar, compreendendo e absorvendo em si mesmo, o valor significativo real das relações, enfim os desafios da VIDA e seus complexos ditames. Mantê-lo e/ou torná-lo inteligente não somente em um nível circunscrito, graduando-o e/ou especializando-o em uma técnica, como até então tem sido realizada nas nossas instituições educacionais do planeta, mas sim em todos os níveis conhecidos, possíveis e disponíveis. E viver em todos os níveis inteligentemente é viver, por exemplo, ainda que com o ego, sem egoísmo, porquanto o problema do ser humano não é o que ele pensou e pensa acerca das coisas mas, sim, o que ele faz com o que pensa; enfim o problema do ser humano não são seus problemas mas, sim, o que ele fez e faz com seus problemas.
Eis que a educação, levando-se em conta o papel que deve ter no contexto da evolução humana, atualmente ainda demonstra, factualmente, senão o falir de sua missão, uma improficiência não simplória; senão o faltar de sua responsabilidade, uma incapacidade em grau significativo; e senão o falhar de sua ação; uma inabilidade inconteste; portanto os motivos cabe-nos relacionar e conhecer para buscar senti-los e, por conseguinte, poder transformá-los, afinal não só basta conhecer, sentir e interpretar os modos do ser humano de sentir, pensar e agir, bem como só conhecer e interpretar os problemas do mundo, mas sim transformá-lo.
Nota-se hoje, em todo orbe, que tem sido dado mais valor aos sistemas técnico/educacionais do que propriamente ao SER HUMANO.
Reside neste ponto a clássica separação entre o papel da Educação e o da Instrução. A escola cabe educar ou instruir? Reproduzir ou transformar o sistema social? No percurso de nossa trajetória como educadoras, verificamos que o espaço escolar tem debruçado-se basicamente nos aspectos atinentes à instrução e, ainda assim deixando a desejar.
Senão ignorarmos, esquecermos e/ou inobservamos que a concepção é quem faz a própria técnica e não a técnica que faz a concepção. Somente saber e ensinar uma técnica ao ser humano é a maneira, senão mais estúpida, a menos inteligente de se educar. Pois educar é também integrar o SER HUMANO, primeiramente, consigo mesmo e concomitante com o todo que faz parte, enfim com a vida, através das relações, quer sejam com coisas, pessoas, pensamentos, seres, bem como sentimentos, porquanto nada vive no isolamento.
Eis que muito importa buscarmos saber qual A ESTRUTURA REAL DO SER HUMANO PARA COM A VIDA, bem como O VALOR SIGNIFICATIVO REAL DAS RELAÇÕES, pois que, enquanto se persiste, por exemplo, com a idéia de que o ser humano é um ser dual, mas não trino; bem como a idéia de que o valor significativo real das relações, é tão somente a busca da segurança, da satisfação e do prazer, mas não o autoconhecimento, então nossa civilização não só corre riscos, mas, também, perigos inevitáveis e quase que irreversíveis ou irreparáveis, por conseguinte, o nosso futuro é, não só sombrio, mas também duvidoso.
Eis que parece-nos claro, importar deveras que nós, seres humanos, principalmente os profissionais da Área das Ciências da Educação, uma vez CONSCIENTIZADOS e/ou AUTO-CONSCIENTIZADOS quanto ao presente estado de CONFLITO que nos encontramos nós e o ambiente em que vivemos empreendamos quanto A BUSCA DA EDUCAÇÃO VERDADEIRA, ou seja, daquela que eduque, que nos integre, daquela que nos mantenha ou nos torne seres humanos livres, sensíveis e inteligentes, enfim SERES HUMANOS INTEGRAIS e não só nos instrua ou especialize circunscritamente.
Oxalá isso seja realizado, inclusive segundo valores insofismáveis caracterizados por códigos perenes e imutáveis de Leis Naturais que regem o Universo. Afinal, nós, a humanidade e o mundo somos um e o mesmo e os fazemos como são e estão, através das nossas ações do dia a dia de relações; além do que já é, senão por todos, pela maioria de nós sabido que realmente no Universo tudo são Leis Naturais que o rege e que dentro delas tudo é bem, porém fora das mesmas nada é definitivo ou seguro. Portanto, para que o ser humano possa viver de maneira integral, ou seja, feliz e dinamicamente equilibrado, enfim comum e comungado com este Universo do qual é parte integrante, segundo tais Leis, lhe é essencialmente necessário, bem como racionalmente justificável, o conhecimento, sentimento e uso das mesmas como um eterno e sempre novo padrão de ação do seu dia a dia de relações.
Serviços:
Diagnóstico: compreende avaliar o segmento ora contratado para a consultoria, fazendo levantamento de sua realidade. Salienta-se que a atividade de diagnóstico resulta em um relatório específico sobre a situação encontrada. O plano de ação decorrente dele é objeto contratual específico.
Projeção: compreende a organização de projetos específicos, conforme contratado, para atuação da consultoria. Os projetos podem ser oriundos dos diagnósticos feitos pela própria CCE, ou apresentado pelo contratante.
Execução: Compreende a execução dos serviços projetados. A CCE atua com equipe própria para assegurar a identidade dos seus trabalhos. Executores recomendados pelos contratados precisam ser avaliados pela CCE.
Acompanhamento: decorre do acompanhamento dos resultados das ações implantadas pela CCE ou não, significando relatórios específicos de execução.
ENSINO:
a)PROGRAMAS DE FORMAÇÃO EM SERVIÇO EDUCACIONAIS
Palestras, Seminários, Oficinas, Cursos (sensibilização, capacitação, aperfeiçoamento).
b)ORIENTAÇÃO PARA CRIAÇÃO DE PROJETOS PARA ABERTURA DE ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA
•estruturação de documentos
•mediação com órgãos oficiais
•acompanhamento da implantação
c)ORIENTAÇÃO PARA CRIAÇÃO DE PROJETOS PARA ABERTURA DE IES PRESENCIAL E EAD
•Credenciamento
d) ORIENTAÇÃO PARA CRIAÇÃO DE PROJETOS PARA ABERTURA DE CURSOS DE GRADUAÇÃO (BACHARELADO, LICENCIATURA E TECNOLÓGICO) E PÓS-GRADUAÇÃO (LATO E STRICTO SENSU)
PRESENCIAL E EAD
•orientação e acompanhamento da implantação (recomendação)
PESQUISA
a)DIAGNÓSTICO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO E DE GESTÃO ACADÊMICA
b)PROPOSIÇÃO DE INTERVENÇÕES DIDÁTICO PEDAGÓGICAS E DE GESTÃO ACADÊMICA
EXTENSÃO
a)CRIAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE EVENTOS CIENTÍFICOS (ARTE, CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE)
INCLUSÃO EDUCATIVA_O PAPEL DA CONSCIÃNCIA NA ATUAÃÃO DE EDUCADORES.pdf
O PAPEL DA CRIATIVIDADE NO ENSINO SUPERIOR.pdf
O CENTRO Ã TODA PARTE - A CONSCIÃNCIA Ã PROVA CABAL DISTO.pdf
A CONSCIÃNCIA COMO BASE PARA INTEGRAÃÃO DO AMBIENTE INTERNO E EXTERNO.pdf
CONSCIÃNCIA E EDUCAÃÃO.pdf
ESTRATÃGIAS TRANSDISCIPLINARES NA CONSTRUÃÃO DA CONSCIÃNCIA DO DISCENTE UNIVERSITÃRIO.pdf
CONSCIÃNCIA_O MARCO DA NOVA HUMANIDADE.pdf
POSSIBILIDADES CRIATIVAS DE PROFESSORES EM CURSOS DE PÃS-GRADUAÃÃO STRICTO SENSU.pdf
A CONSCIÃNCIA COMO A PRIMEIRA E ÃLTIMA REVOLUÃÃO.pdf
A CONSCIÃNCIA SIGNIFICA SEM SIGNIFICAR.pdf
A CONSCIENCIA COMO BASE PARA O DESENVOLVIMENTO DE VALORES.pdf
O PAPEL DA CONSCIÃNCIA NO DESENVOLVIMENTO HUMANO.pdf
A CONSTRUÃÃO E AVALIAÃÃO DA APRENDIZAGEM ATRAVÃS DO LÃDICO.pdf
On the search for the Neural Correlate of Consciousness_David Chalmers.pdf
How can we construct a science of Consciousness_David Chalmers.pdf
Consciousness and its place in Nature_David Chalmers.pdf
Facing Up to the problem of Consciousness.pdf
The Puzzle of Consciousness experience_David Chalmers.pdf
What is a Neural Correlate of Consciousness.pdf
Queremos saber o que você pensa!
University of Arizona
Instituto Baiano de Inteligência - IBI
Amit Goswami
David Chalmers
SuperConsciousness